terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

NAZI-FASHION – TARANTINO AGORA É BOM ESTILISTA

Ah... o Nazismo. Sempre faz sucesso. Tarantino fez o que mais gosta. Enrolou com seus imensos diálogos sem sentido. Lindos visualmente. Fez o Nazi-Fashion. O que salva, são seus modelos. Brad Pitt é sensacional! E o Coronel nazista (poliglota e fodão) rouba a cena.
O Bill agora é Hitler. Do resto, tudo do mesmo.

Tarantino é bom pra matar o tempo enquanto se dobra a roupa.

Quentin Tarantino nasceu em Knoxville, Tenessee. Seus pais eram Tony Tarantino, ator e músico de ascendência italiana, e Connie McHugh, descendente de irlandeses e índios Cherokees.
Sua estética baseia-se numa impressionante composição visual (os enquadramentos são ímpares), tende a ousar quando coloca diálogos filmados de dentro do porta-malas.
Tudo fica bom em Tarantino até o famigerado “mas”. Vou elucidar alguns deles.
A ação da cena é orquestrada brilhantemente, MAS fica sendo apenas uma luta, ou uma caminhada, ou um fuzilamento, com um enquadramento lindo.
Os diálogos são metricamente pontuais, MAS ficam sendo apenas palavras faladas, sem graça e às vezes muito cansativos.
Tarantino acerta quando faz violência-cômica. Exemplo é a sincronia em que a torradeira dispara pra cima as torradas e Butch transforma Vincent Vega em peneira. (Seqüência de Pulp Fiction).
Reservoir Dogs funciona quando é o puro filme de ação-cômica de Tarantino.
Pulp Fiction é engraçadíssimo quando fala sobre o hambúrguer ao mesmo tempo em que intimida. Mas é isso. Nada a mais, nada a menos. Isso é o bom de Tarantino. Para o resto, seria melhor o silêncio.
Sabe quando você precisa dobrar a roupa pra colocar no armário? Pulp Fiction é perfeito pra distrair nessa hora!

ANÁLISE - FILME-DOCUMENTÁRIO - "ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO"

1 – ASSUNTO

- O FILME-DOCUMENTÁRIO TRATA SOBRE A “CONSTRUÇÃO” DE UM PENSAMENTO, IDEOLOGIA E ESTRATÉGIAS DE EXTERMÍNIO NAZISTAS.


2 – PONTO DE VISTA

- O AUTOR DEIXA BEM CLARO SEU PONTO DE VISTA. E O UTILIZA EM ALGUMAS PARTES DE FORMA ATÉ IRÔNICA. TRATA HITLER COMO UM “ARTISTA” FRUSTRADO E O GRANDE FÜHRER DE TODA HISTÓRIA.


3 – FUNDAMENTO

- PETER COHEN TEM FUNDAMENTOS, MAS NÃO TOTAIS. FOI APENAS A SUA FORMA DE VER A HISTÓRIA. MOSTRA COMO HITLER “FEZ DE SEU JEITO” A “IDÉIA DE NAÇÃO ARIANA”.
MAS PECOU EM NÃO LEMBRAR O MOMENTO PROPÍCIO QUE A ALEMANHA VIVIA.
AFINAL, HITLER, COMO BOM POLÍTICO E BOM ORADOR QUE ERA, VENDEU A IDÉIA DE REACIONAMENTO DA NAÇÃO. APROVEITOU-SE DO MOMENTO EM QUE A ALEMANHA ESTAVA ENFRAQUECIDA E PRECISANDO DE UM MÁRTIR. E TODOS COMPRARAM ESSA IDÉIA. HITLER, ENTÃO, É MAIS UM PERSONAGEM DA HISTÓRIA, JUNTO COM ELE HOUVERAM VÁRIOS OUTROS “FÜHRER’S”.
PODERÍAMOS DIZER QUE TIVERAM VÁRIOS MAESTROS NESSA HISTÓRIA. HITLER, COM SEU OBOÉ, FOI APENAS QUEM “AFINOU” A ORQUESTRA.

O BRAZIL CINEMA

O que falta é mais Tropa de Elite. Filme que a massa fala e vende. Filme que faz história. Que fica na memória.
Falta fazer milhões e reinvesti-los todos de volta no Cinema.
Temos público. Precisamos fazer com que esse público veja um filme nacional de qualidade. Mas que ele também se divirta e se impressione com a experiência.
Precisamos ser (como cineastas) sensacionais. Fazemos espetáculo. Fazemos imaginação-real. Fazendo essa “arte-vendável” podemos consolidar um público vibrante com o cinema nacional e por consequinte uma indústria forte e importante.

ANÁLISE CINEMA - BRASIL x IRÃ

Como podemos receber a informação de que o governo iraniano impediu o diretor Jafar Panahi de participar do Festival de Berlim.

E que a maioria de seus filmes são censurados no Irã.

Jafar é conhecido pelo tom crítico como trata o governo opressor iraniano.

Então, além de um diretor de sucesso, Jafar carrega uma voz ativa e de respeito.

Aqui no Brasil, Arnaldo Jabor usa seu engajamento sábio para editar grandes pensamentos (altamente recomendado o livro “PORNO POLÍTICA”).

Uso esses dois pra representar tanto nossa carência quanto nosso orgulho. Aqui, já não somos mais censurados, mas ficamos cada vez mais “apagados” pelo “lixo caro” que ocupa nossa televisão e nosso cinema.

Mas, nossa vontade é ressuscitada cada vez que um “destes” usa sua voz.

Através do cinema, em seus filmes, ou da televisão e outros meios, Jafar e Jabor são frutos que apontam falhas.

Irã e Brasil sonham em ser grandes. Mas antes, algumas questões básicas precisam ser resolvidas.

Lá, o povo se revolta e aqui as instituições são sólidas, confiáveis e democráticas.

Quem sabe um dia cada um não vê o que há de bom no outro.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Se eu fosse você [terrorist edition]



Olá amigos, segue um trabalho da turma de cinema em que Marcelo Galan Giatti faz parte. O trabalho era mudar o áudio da cena e tranformar a "idéia" da cena de comédia para uma cena de "suspense".

Espero que gostem.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A linha tênue

Passamos por um momento onde a linha tênue entre o certo e o errado pode mudar o mundo. É o momento em que o homem vai afirmar se está ao lado da racionalidade e do bom senso ou não. A democracia sagra-se como uma grande conquista humanitária. Os regimes ditatoriais e opressores nunca foram tão marginalizados. Mas hoje enfrentamos o que vou chamar de “A verdadeira escolha”.
Chegou a hora do ser – humano decidir viver em paz. Pra isso dependemos da inteligência humana e da consciência de que precisamos conviver nesse planeta.
Desde a Guerra do Vietnã os Estados Unidos “inventam” motivos pra guerrear e matam seus próprios civis.
Iniciaram a Guerra do Iraque, estão atolados lá, o numero de soldados continua crescendo e o motivo da invasão é mentiroso.
Os chefes de estado, os membros dos superiores tribunais de justiça, nossos deputados, senadores, cada cidadão do mundo precisa realizar que a hora é agora.
Precisamos aqui utilizar a mesma inteligência que nos fez criar diversas maravilhas e usa-las para fins pacíficos.
Não podemos nos isentar. Nós também temos nossa linha tênue. No dia-a-dia somos pautados pela ética e a decência.
A verdadeira escolha é saber o que é correto e lutar por ele. A linha tênue é entender que temos direitos e deveres, mas nosso espaço acaba quando o do outro pede passagem.
A linha tênue existe dentro da cabeça de cada um. Quando sabemos discernir do que é correto ao duvidoso. Quando ninguém está olhando pra você, mas mesmo assim você cumpre seu papel de cidadão.
A hora da verdadeira escolha já passou pra muita gente. Quem a aceitou e preferiu respeitar sua linha tênue talvez não tenha virado livro e nem entrou pra história, mas ficou como um cidadão que o mundo merece.

MARCELO GALAN GIATTI